terça-feira, 15 de novembro de 2011

O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE

TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO

'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'
'Fingi ser gari por 1 mês e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
 O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou um mês como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. 
Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. 
Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 
'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, algunsse aproximavam para ensinar o serviço.
Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro.
Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. 
Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. 
Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
 E depois de um mês trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. 
Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. 
Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador. 
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. 
Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
Fonte: Altamir Araujo da Silva

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO NÃO SEXISTA

Secretaria da Mulher e Policia Militar são parceiras para a formação não sexista
          A Secretária de Estado da Mulher, Olgamir Amancia, acompanhada da Secretária Adjunta, Valesca Leão e da Subsecretária de Enfrentamento à Violência, Silvânia Matilde, realizaram reunião, no dia 31 do mês de outubro do corrente ano, com o Comandando Geral da Polícia Militar do DF, Coronel Rosback e a Coronel Vanusa, com o intuito de estabelecer parcerias para a formação de policiais, dentro do olhar que situe a lógica de gênero nas instituições do DF.
                                   FONTE: SOF – Secretaria de Estado da Mulher do Distrito Federal.

O Sexismo constitui, entre outras, uma importante ameaça à democratização da sociedade porque exclui, discrimina e limita a participação das pessoas em função de seu sexo. Esta discriminação se inicia na infância e vai se aprofundando na idade adulta.
Em setembro de 1990, no Encontro de Mulheres do Cone Sul, no Paraguai, com o lema "A construção da identidade da mulher como uma contribuição aos processos de democratização nos paises do Cone Sul", surgiu a proposta de desenvolver uma atividade comum: a realização de uma jornada anual, no dia 21 de junho, com o lema "Trabalhemos por uma Educação Humana Não Sexista". A Campanha de Educação durou 12 anos.
Nesse aspecto, foram observados avanços no que se refere a legitimar publicamente a educação igualitária e foram se somando os meios de comunicação, docentes, jornalistas, as mulheres que atuam no espaço político e órgãos de governo, principalmente aqueles ligados à educação.
Existe já um caminho iniciado nos processos de mudança nas relações de homens e mulheres na sociedade. No entanto, isso implica em profundas transformações culturais e sociais.
FONTE: SOF - Sempreviva Organização Feminista.
Com essa iniciativa a PMDF vem a demonstrar o quanto esta preocupada com o desenvolvimento de ações educativas em uma perspectiva de justiça nas relações de gênero, por conseguinte, com o respeito à dignidade da pessoa humana, o que torna o exercício da atividade policial militar mais qualitativo.

domingo, 13 de novembro de 2011

3º Seminario de Integração do Batalhão Escolar com a Comunidade.

Dentre os dias 7 a 11 de novembro de 2011, aconteceu no auditório da União Pioneira da Integração Social – Faculdades Integradas (UPIS), o 3º Seminário de Integração do Batalhão Escolar com a Comunidade, o qual tratou de vários assuntos de grande relevância, vindo a proporcionar o desenvolvimento da análise crítica e o entendimento global dos integrantes do Batalhão Escolar e da Comunidade sobre assuntos relacionados à Segurança Escolar.
Todavia, mesmo com a presença de renomados palestrantes, tais como, o Dr. Sandro Torres Avelar – Secretário de Segurança Pública do DF, da Drª Luisa de Marillac Xavier – Promotora de Justiça do Distrito Federal e outras autoridades, as quais explanaram diversos assuntos, citando como exemplo o Programa “Muita Calma Nesta Escola”, ECA: Pontos Importantes para Professores e Policiais, Direitos Humanos, Bullying no Ambiente Escolar e etc, o que mais nós despertou reflexão, foi a palestra sobre “Bons Pais, Filhos Melhores”, proporcionada pelo SD AQUINO do Batalhão Escolar.

Tal afirmativa não possui a intenção de menosprezar os outros importantíssimos temas comentados, mais sim de enfatizar a relevância de uma boa base familiar, pois esta é que dará sustentação para edificação de valores e costumes condizentes para o convívio social e, por conseguinte, para o cumprimento das leis.
Com isso, os alunos, os professores, os policiais, a comunidade escolar, a sociedade e o Estado como um todo possivelmente conseguiria minimizar ou até mesmo erradicar a maior problemática existente atualmente em nossas escolas, que é a Violência.